Como o design pode fazer um livro se destacar nas prateleiras?
- eture design

- 12 de ago.
- 5 min de leitura
Não é só a sinopse de um livro que atrai os leitores - a criatividade no design também pode encantar e conquistar o público
Como já comentamos no nosso blog, aqui na Eture acreditamos que os livros impressos ganharam um lugar de prestígio na era digital.
Mas não estamos falando de qualquer tipo de livro. Hoje em dia, além do livro impresso servir como recipiente para histórias dos mais diversos temas, pode servir também como um objeto de desejo, que demonstra exclusividade, valor e cuidado pelo assunto tratado.
Muitos livros, por exemplo, depois de atingir o sucesso nas vendas, são premiados com uma edição especial de colecionador.
Esse tipo de livro é criado para atrair não só novos leitores, mas principalmente aqueles que já leram o livro, fãs da história, que estão dispostos a investir um valor mais alto em um livro especial com a história que já conhecem. Por isso, muitas editoras estão investindo em edições especiais que se tornam objetos de desejo.
Mas, afinal, o que torna um livro um objeto de desejo? Quais as características que fazem com que ele pareça exclusivo?
Existem muitas formas de se fazer isso.
Uma capa com um novo design, acabamentos especiais, um papel com uma melhor qualidade, ilustrações exclusivas… Os livros até mesmo podem vir com uma sobrecapa especial ou em uma caixa exclusiva, com brindes como marcadores de páginas, cartões postais ou posters.
Temos que ressaltar que não são só reedições de histórias populares que podem ser consideradas objetos de desejo. Muitos livros são criados já com características especiais, que visam atrair o leitor não só pela sinopse, mas por suas características gráficas e visuais.
Afinal, apesar daquele ditado dizer que não se deve julgar um livro pela capa, não se pode negar que o apelo visual é um fator decisivo para um leitor apostar em um livro novo.
Separamos aqui três maneiras como o design pode transformar qualquer tipo de publicação em algo fora do comum.
1. Formatos diferentes
Uma boa forma de se diferenciar é fugir do padrão.
Sabemos que utilizar tamanhos e formatos padrões facilitam o processo de produção e, por isso, tem um custo mais baixo. Mas estamos falando de criar algo que chame a atenção nas prateleiras, que seja diferente e que atraia os leitores. Por isso, investir um pouco mais na diferenciação pode valer muito a pena.
Trouxemos dois exemplos de projetos nossos que mostram como isso pode ser feito.
O Sacrifício é uma narrativa ilustrada impressa em dois volumes com um formato diferenciado. As páginas são em formato de bloco, com ilustrações e textos organizados para serem lidos verticalmente de forma contínua.
As Histórias em Garrafas são ainda mais inusitadas.
São contos diagramados em tiras de papel que, enroladas, são acondicionadas em pequenas garrafas fechadas com rolhas. Junto vai uma ilustração feita exclusivamente para o conto. A aparência artesanal é reforçada com o uso de um cordão rústico para dar o acabamento.

Não necessariamente é preciso ir tão longe para criar diferenciação. Às vezes, fazer um formato maior, menor, mais comprido ou mais quadrado já é suficiente para se destacar.
Mas, é claro, é sempre bom manter a mente aberta para as possibilidades mais malucas. É assim que conseguimos inovar de formas inesperadas.
2. Tipografia experimental
Essa é uma forma bastante interessante de diferenciar um projeto gráfico de um livro. A leiturabilidade é essencial para textos longos, mas nada impede que se brinque um pouco com as letras, modificando seu padrão em alguns momentos.
Fazer com que o texto participe da história de uma maneira diferente, mais dinâmica, foge do padrão monótono que conhecemos. Transgredir a ideia de que a tipografia deve ser invisível pode agregar valor a uma publicação de uma maneira inusitada.
Separamos aqui dois dos nossos projetos que experimentam com a tipografia.
O menino de metal é um livro todo feito com tipografia experimental. Dessa forma, o texto se torna uma experiência que vai além da história. Neste livro, o texto é tratado como como se fosse uma ilustração - as letras saltam da página, participando ativamente da narrativa. O livro foi trabalhado de modo que nenhuma página seja igual à outra. Ao mesmo tempo que o texto foge da estrutura esperada, ele auxilia a leitura, seguindo o ritmo de cada frase.
Um conto de fadas é outro livro onde os textos acompanham o ritmo da narrativa. Momentos de alto valor emocional na narrativa são colocados em destaque.
Houve inclusive uma brincadeira com o espaçamento entre as linhas, que, em um momento mais tenso da história, foi ficando cada vez menor, criando uma sensação de sufocamento na leitura que acompanhava a sensação de angústia que o personagem principal sentia naquele momento da narrativa.

3. Integração entre texto e ilustração
Vale a pena lembrar que ilustrações não são confinadas a livros infantis.
Mesmo em livros para o público adulto, a ilustração já é percebida como uma forma de agregar valor ao projeto editorial.
É ainda mais interessante visualmente quando texto e imagem são trabalhados em conjunto, com o texto acompanhando a ilustração e vice-versa.
Esse tipo de projeto gráfico exige uma comunicação mais direta entre ilustrador e diagramador. É importante que o storyboard seja muito bem trabalhado para que a integração entre texto e imagem seja harmônica.
Temos dois exemplos de projetos que exemplificam bem como texto e imagem podem interagir.
Um amigo contra os medos é um livro infantil que mostra como o texto pode agregar significado à ilustração.
Na primeira página, por exemplo, o texto é apresentado em suaves curvas sobre um céu estrelado, representando uma leve brisa em uma noite tranquila. Em outra página, o texto acompanha os raios de luz de uma lanterna, que é um elemento relevante na cena.
Em alguns momentos do livro, inclusive, elementos foram desenhados exclusivamente para acomodar o texto, como no caso da nuvem de poeira que sai da roupa do monstro e que contém a parte do texto onde isso ocorre.
O legal é que a forma de trabalhar texto e ilustração em uníssono é um recurso versátil e pode ser adaptada tranquilamente para outros públicos.
O sacrifício é uma narrativa ilustrada em que o texto se insere nas ilustrações, ocupando espaços de destaque entre personagens e cenários.
O significado das ilustrações é reforçado pelo texto, que é dividido e posicionado de modo a guiar a narrativa entre as ilustrações.
Enfim, um design diferenciado pode ser tão importante quanto o texto para atrair os leitores. Não queremos dizer que o texto não tem valor. Muito pelo contrário! É sempre o texto que inspira e guia o projeto gráfico.
O que queremos ressaltar é que um bom design tem muito a adicionar em qualquer obra, inclusive auxiliando um bom texto a encontrar seu público.
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